No dia 25 de Agosto de 1966, por despacho ministerial, foi criado em Barcelos um Liceu, funcionando como Secção Mista do Liceu Sá de Miranda, de Braga. Ainda nesse ano, começou a funcionar o Liceu com duas turmas, do 1º e 3º anos de escolaridade, em Barcelinhos, num antigo palacete pertencente à família Sá Carneiro. Em 1967/68 já havia 1º, 2º, 3º e 4º anos de escolaridade. Em 1968/69 aumentou imenso a população escolar do Liceu, que passou a funcionar juntamente com o Ciclo Preparatório recentemente criado e, nesse mesmo ano, houve, pela primeira vez, exames de 5º ano em Barcelos. Em 1970/71, foi criado o 6º ano. Refira-se como curiosidade que, nesse mesmo ano, em Junho, o Liceu publicou uma Revista trimestral intitulada "Muralha". Dado que, apesar disso e continuando como Secção Mista do Liceu Sá de Miranda, havia necessidade de ir a Braga para tratar de matrículas, requerimentos ou quaisquer outros documentos, foi solicitada a sua autonomização, o que veio a acontecer em 1971. Dirigiu a Escola, primeiro como vice-reitor (enquanto secção do Liceu Sá de Miranda) e depois como Reitor (como Liceu Nacional de Barcelos), o professor Ângelo Aires. O Liceu Nacional de Barcelos acompanhou naturalmente as vicissitudes da década de 70, passando pelo 25 de Abril e pelas suas convulsões que se lhe seguiram. A seguir ao 25 de Abril, foi escolhida entre o Corpo Docente uma Comissão Directiva incumbida da direcção provisória da Escola e de que faziam parte, entre outros, os professores Ângelo Aires, Agostinho Domingues, Ema Lamela e Teresa Roriz. Entretanto, no fim desse ano lectivo, foram saindo alguns destes professores, até que, em Janeiro de 1975, foi eleita democraticamente, por voto presencial e secreto, a primeira Comissão de Gestão da Escola. Foi seu primeiro presidente, o professor Luís Manuel Leite Cunha. A explosão escolar e a massificação do ensino então verificadas, levaram a que houvesse que procurar novos edifícios (provisórios) para ministrar as actividades lectivas, neles se incluindo o edifício da Cadeia Nova (na saída para a estrada de Viana) entretanto desactivada. O Dr. José António Torres, que presidia na altura à Câmara Municipal, concretizou a ideia. Assim viveu o Liceu de Barcelos, acompanhando naturalmente as vicissitudes inerentes ao funcionamento do sistema educativo, até 1985, altura em que foi construído um edifício de raiz, transferindo-se para as novas instalações na Quinta do Bessa, espaço que hoje ocupa, como Escola Secundária de Barcelos. Instalada num local privilegiado pela situação geográfica, a marca que a evidencia, entre outras escolas do concelho e do país, é o amplo espaço arborizado - o Arboreto da Flora Autóctone de Portugal Continental. A Escola EB 3/S de Barcelos é de tipologia T 36, sendo constituída por um Bloco Central, dois Blocos destinados a actividades lectivas e, ainda, um pavilhão Gimnodesportivo. O Bloco Central inclui os Serviços de Administração Escolar, a sala de convívio dos alunos, o bufete, a cantina, o gabinete de Psicologia e Orientação, as salas de atendimento de Encarregados de Educação, o gabinete dos Directores de Turma e a sala de reuniões. Nos restantes blocos situam-se as salas destinadas a actividades lectivas, sediando num deles a Sala dos Professores e a Papelaria e no outro a Reprografia e um anfiteatro. O edifício e a área circundante estão bem cuidados. Nas zonas exteriores há espaços verdes que estão organizados segundo sistemas de diferenciação climática e ecológica com em cinco pólos distintos: Atlântico, Termo-Atlântico, Oro-Atlântico, Mediterrâneo e Ibério. A organização dos espaços circundantes é fruto do trabalho desenvolvido pela equipa do Projecto "Arboreto de Barcelos" que visa criar áreas naturais que funcionem como espaços de educação ambiental e como laboratório vivo. O Regulamento Interno em vigor na Escola Secundária de Barcelos foi revisto e aprovado pelo Conselho Geral Transitório em Maio de 2009. O Projecto Educativo da Escola Secundária de Barcelos tem como tema geral "Educar para os valores" e foi elaborado e aprovado no ano lectivo 2004/2005 O Projecto Educativo 1999/2000 - Inquéritos |
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